30 de dez. de 2011

Muitas coisas me dizem, na ausência dos meus dramas noturnos, que afinal tudo é feito pra dar certo. Que a felicidade está há um palmo do coração. É claro que este ciclo, que só é metade de um ainda não terminou, às vezes penso que ainda nem começou, outras que sim, já iniciou, mas é que nem uma criança pequena, que antes de andar, tropeça, cai, rala os joelhos. E essas feridas são muitas vezes necessárias, as cicatrizes que ficam também.
O que me resta nesse tantinho de horas desse ano que não quero mais, é apenas desejar. Eu não espero nada do ano novo, na verdade nunca esperei nada de ano novo nenhum, o grande lance é esperar de si mesma, que na minha opinião é bem mais fácil. Tão-somente eu posso fazer com que ele valha a pena.
As feridinhas que ficam desse ano ainda doem, ardem, mas vão cicatrizar, com certeza. Não lamentarei nem uma delas, muito menos quem as causou. Há pouco tempo eu vi, que existem feridas piores que as minhas, corações machucados, gente infeliz.
Os 12 meses do ano que vem serão mais uma oportunidade, que espero ter, de crescer, de ser melhor. Ser melhor de verdade. Eu sei lá como é ser de verdade bom, eu só sei que quero isso. Queria ter o poder de não repetir a dor que causei nas pessoas, quero ser mais controlada, menos louca.
Acho que perdi muito tempo nesse ano. Sempre acho isso, aliás. O que eu desejo de mim, do fundo do coração é fazer feliz quem quer que seja.
E que venha esse mais um ano que vem, o tal de 2012. 

16 de dez. de 2011

Ultimamente tenho – me achado doente. Não refiro – me a dores de cabeça, febres, tonturas, dores musculares. Talvez meu infinito tenha tomado curvas que eu desconheça. Talvez realmente eu tenha o dever de me conhecer todos os dias, de controlar esse outro semi eu.

Mas acontece que agora eu não sei. Eu não sei mais o que é isso na vida. Ah, eu nem me atrevo mais a perguntar o que é vida. Pra minha sorte descobri que ela é tão doente quanto eu!

Descobri nesse pouco tempo que as noites me servem de lição, é na escuridão que ela me mostra os supostos problemas, é durante a noite que os problemas viram verdadeiros pesadelos, pesam até na ponta do dedo.





“Os opostos se atraem”, por pouco tempo.