22 de nov. de 2012

Naquela noite nada exibia aspecto algum, nem mesmo um mínimo de medo, o que seria bem normal, pois a dor das horas mais cedo haviam sido de sofrimento, de lágrimas, acompanhadas ainda de um forte arrependimento. Arrependimento dilacerante, dolorido demais.
Mas nada naquela hora me faria perder de novo, mesmo que fosse a ultima vitória entre nós. E assim a coragem nova em mim me levou até ti, me fez deixar para trás aquele medo, o respeito de quem manda em mim.
Eu fui, e me parece que foi outra, não eu. Aquela realidade pós – tantas lágrimas e culpas parecia coberta por um jovem céu. Céu novo , cheio de estrelas não tão brilhantes, mas com uma lua bem cheia. Essa noite fez com que o caminho até ti criasse de repente um ambiente tão diferente pra mim, e mesmo que o caminho até lá, junto de ti, fosse acompanhado de lembranças  chorosas eu ia, o vento aos poucos, sempre amigo, me acalmava, naquela noite quente.
Na chegada percebi – me outra, nem sabia como agir, o que foi estranho porque nosso abraço era tão habitual de acontecer no encontro. Ele veio, porém cheio de desculpas minhas, de “te amo”. Naquele abraço pude perceber como se pode machucar tão fácil um coração.
Foi como se eu pudesse ser tu. Por segundos te juro senti toda tua dor, senti teu coração como uma criança, aquela à quem eu dava carinho tratava com mimos muitas vezes envergonhados  por ti.
Acho que nossas almas sofreram juntas naquele abraço. Senti toda a dimensão do teu sofrimento, saboreei tuas lágrimas, todas derramadas por minha culpa.
Parecia que estávamos em outra dimensão, encobertos por um outro céu, regidos por novas regras. Em mim, eu n sabia o que sentir, onde mesmo eu estava?  A confusão era a transformação de um cáos tão claro perante ti. Eu me sentia tão mais tua do que qualquer coisa. Eu era tua, e isso que faz feliz. Eu queria que a aquela noite repleta de conversa bobas e de “nada a ver” nunca tivesse fim. Todos os nosso problemas todas as nossas dores daquelas dias haviam sumido então, e não tinham nem mesmo virado lembranças, para o nosso bem.
A madrugada, sempre presente na nossa história mais uma vez se mostrou feliz em nos receber. E ela foi boa. Realmente aquelas estrelas eram do bem, tenho certeza.
Na intimidade dela teu beijo era um choque de toda a felicidade do mundo inteiro. Tua pele, teu sexo era infinidade. Onde estávamos naqueles momentos? Tenho certeza, mais que absoluta que não era aqui, neste mundo. Havíamos sentido juntos a transcendência para um lugar onde éramos o próprio infinito, pois o começo, o meio o fim, foi tudo lindo.
Infinidade, infinito amor, foi o que senti. Foi como a primeira vez, as lagrimas vieram novamente e logo senti teu corpo calmo, deitado sobre mim. Tua pele foi minha, e eu a acariciei, queria sentir a tua textura, tua temperatura, a nossa respiração que até parecia serem a mesma.
E ficamos alí, na madrugada, na meia luz, naquela encontro lindo, cheio de encanto.
Dormimos juntos naquela noite e durante nosso sono de amor sentia tuas mãos sobre mim, o teu abraço, mais do que sempre, muito terno. Foi naquela noite que me senti tão amada por ti.  Tive a certeza que o amor que sentes por mim, era grande, bem maior do que a dor causada por mim, em ti.
Em momentos, penso que és tu, és tu que és bom demais. Sei que é isso também.
Dormimos, talvez tenhamos sonhado, talvez. E o dia veio, pondo o fim…






23 de Setembro de 2012

21 de nov. de 2012

20 de nov. de 2012

Quando eu chegar lá, vou expelir todos esses problemas aqui de dentro, vou escarrar o sangue ardido de ódio, todo o catarro duro que não me deixa respirar. Todos os meus líquidos corporais serão uma tentativa de livramento, de me deixar limpa e leve de toda essa angústia. 

5 de nov. de 2012


Ontem tive medo de dormir, tenho receado os dias novos, as horas novas, as novas pessoas que vem. E mesmo assim, sei que o novo é o melhor. Tenho sentido pena de mim também. De verdade. Procurei há alguns dias o alguém de abraço, mas não o achei, cheguei à conclusão de que nunca o tive. Fiquei com medo de quem eu pensava e considera ser um. Sempre soube que nascemos na solidão, mesmo que o mundo seja repleto de outras pessoas, mas nenhuma é que nem tu, talvez encontres alguma com a mesma energia que a tua, não importa, ainda és sozinho.
 Esquivar – se voando, ter sonhos em virar borboleta, passarinho, não resolve nada. Mesmo na beleza de poder voar e ficar longe dos problemas terrestres. Pois a ventania, e a força do ar também possuem seus desamores.

4 de nov. de 2012


Meu coração doente se confunde entre seus batimentos. O pobre coitado se sente iludido,  exausto.  Ele se vê cansado entre seu maquinário cardíaco, queria novas peças, talvez trocar – lhes seria uma solução.
Quer ser um coração novo e ter a força e a sabedoria em saber que não será uma máquina perfeita, que um dia seus parafusos, pinos e correntes lhes darão problema. 

1 de nov. de 2012


 Vontade de fugir. De ir naquele prédio alto, de lá me sentia longe de qualquer ser problemático. Era como se as bruxas e os monstros não existissem. Lá o vento era intenso e faziam os cabelos dançarem. Tudo era pequeno e sossegado. Só se via o rio as luzes, e o melhor de tudo, era perto do céu, era uma aventura mesmo, subir aquelas escadas...a companhia também.
Naquele tempo eu queria asas, ainda é assim, aliás.