18 de set. de 2011

Desenssonhando com sal

 A gente muda, as pessoas também, e nossos pensamentos vão junto. Alias, eles são uns dos principais responsáveis por tudo isso.
Quando se é bestinha, a gente sonha muito e acha que tudo na vida é na base do amor, as coisas se tornam lindas e maravilhosas. Mas, aí vem esse danado do tempo, com essa magiquinha estranguladora e faz a gente se tocar que nada é um mar de rosas.
Eu sei que metade disso tá um pouco confuso, eu só queria dizer, que o amor não é o bastante.
Quando começamos a perceber que amamos (digo assim porque acho que o amor faz parte da gente, é como se ele fosse metade da nossa alma. É algo mais profundo...) entendemos que ele é tudo e ao mesmo tempo nada.
Não somos robôs programados para a felicidade (sim, logico, que queremos ser felizes, mas para que haja felicidade é necessário harmonia), não somos iguais, não concordamos em múltiplos assuntos, a essência de cada um é diferente. O que é engraçado é que sabemos disso, mas as coisas não funcionam assim.
Cheguei à conclusão que o amor não é o bastante há poucos dias. Existem coisas que machucam nosso coração, que nos fazem refletir e amadurecer. Ou quem sabe, “desenssonhar” um pouco.
É como se fossemos parte de uma receita, de um grande bolo, de um doce inimaginável de tão gostoso que é ,aí de repede alguém joga um pozinho lá, um pouco de sal. Isso só pra nos mostrar que a vida não é só feita de doce, é de salgado também, mas que salgado também é bom. Afinal tudo em excesso faz mal...


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