29 de dez. de 2012


O meu Saturno em sua trajetória de número 23 conheceu um amigo fiel, louco e solitário, e de veras agitado, o Caos. Esse ano ele foi meu confidente mais ordinário.

Digo-te que o Caos se tornou meu melhor amigo. Entendo tão claramente a profundidade que isso significa que de verdade, tem dias que ele torna – se real, é uma visão de um maluco lunático esquizofrênico feliz.

Ao nos apresentarmos, eu disse: Eai beleza?!  Sem dó, ele jogou – me num buraco fundo, rodeado em suas paredes de lindas Rosas Vermelhas, Tulipas, Margaridas e alguns Dentes – de Leão. Sua profundidade é tanta que agora espero 2013, quem sabe eu encontre o final dessa “viagem”.

Acho que ele espera o retorno de Saturno agora, ou melhor, eu. Quem sabe em 2012, Saturno tenha encontrado poeiras cósmicas mais fortes, ventos violentos, um dos buracos negros talvez tenham regurgitado algo bem podre ou muito mal resolvida nesta minha trajetória astrológica.

Não posso deixar de dizer que o “Dente de Leão” me ensinou a ver e a sentir que as coisas se desfazem, com a mesma beleza que começam, e eu arrisco a dizer, que recomeçam.

2012 foi bom pra quem enxergava com um olho só. As flores que Saturno trouxe em agosto eram, são belas, mas também possuíam espinhos, deixaram marquinhas, alguma cicatriz. Mas e daí?!


A vida continua e Saturno ainda ostenta 6 voltas ao redor do sol, o Caos? Ele é amigo, algumas vezes possui um humor caótico, vai, volta, mas algo me diz que sempre estará presente, mesmo que eu não o queira. A próxima parada para Saturno então, será 2013, e que ele conheça novos amigos, talvez uma nova estrela, ou quem sabe algum ventinho tranquilizante

12 de dez. de 2012

8 de dez. de 2012


Ontem durante o FIM – Festival Imagem Movimento que aconteceu aqui em Macapá, conheci um filme; “Jambeiro do Diabo”. Filme terno ao meu ver, só que ao mesmo tempo macabro por conta das cenas rápidas, do sangue, do coração pulsante.
Em síntese a história narra a busca de João Batista, homem magro e seco, sem alma. Em algum momento a personagem percebe que é oco talvez na busca de consolar e justificar a “ausência” de sentimento por sua namorada, a Juliana.
Isso me chamou atenção.  Pra mim, nascemos dois, um corpo uma alma, dois em um.  Acho que alma é um misto de todas as energias boas que fazem com que nosso corpo respire, e nós a alimentamos para que assim ela siga, nos trazendo energia, nos mantendo vivos, porque é com a ajuda dessas energias  que conseguimos exprimir  as coisas boas que ela leva.
Acho que o João foi efetivamente a imagem em movimento de tudo que eu achava a respeito da alma.  Ele disse que ia atrás da sua alma, que era oco.
Acho que muitas vezes esquecemos de nossas almas. Às vezes esqueço-me da minha, confesso. Por conta disso, o filme foi também uma “tapa na cara”. Deu-me medo de repente  esquecer a minha por aí, em um banco de praça, no ônibus, na sombra de uma arvore qualquer, ou até mesmo deixá – la presa em algum sonho.




1 de dez. de 2012

Infinitos solitários e o espaço todo é ausência.  
Toda essa palavra é        v   e   n   t   o,




vai embora sem presa,

 fazendo pose no ar,






até chegar num novo destino,

de novo.