8 de dez. de 2012


Ontem durante o FIM – Festival Imagem Movimento que aconteceu aqui em Macapá, conheci um filme; “Jambeiro do Diabo”. Filme terno ao meu ver, só que ao mesmo tempo macabro por conta das cenas rápidas, do sangue, do coração pulsante.
Em síntese a história narra a busca de João Batista, homem magro e seco, sem alma. Em algum momento a personagem percebe que é oco talvez na busca de consolar e justificar a “ausência” de sentimento por sua namorada, a Juliana.
Isso me chamou atenção.  Pra mim, nascemos dois, um corpo uma alma, dois em um.  Acho que alma é um misto de todas as energias boas que fazem com que nosso corpo respire, e nós a alimentamos para que assim ela siga, nos trazendo energia, nos mantendo vivos, porque é com a ajuda dessas energias  que conseguimos exprimir  as coisas boas que ela leva.
Acho que o João foi efetivamente a imagem em movimento de tudo que eu achava a respeito da alma.  Ele disse que ia atrás da sua alma, que era oco.
Acho que muitas vezes esquecemos de nossas almas. Às vezes esqueço-me da minha, confesso. Por conta disso, o filme foi também uma “tapa na cara”. Deu-me medo de repente  esquecer a minha por aí, em um banco de praça, no ônibus, na sombra de uma arvore qualquer, ou até mesmo deixá – la presa em algum sonho.




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