''Francisco sentou-se no banco ao lado de seu amigo, o Pé de Manga Espada, mas não disse uma palavra. A árvore então falou: é mal de amor que vc tem! O que vc sabe do amor além das marcas que os vândalos e babados gravaram no seu corpo, perguntou Francisco.
– sei que é como eu, um Pé de Manga Espada, e também é igual a qualquer árvore que conheço. O amor nasce de sementes distraídas que brotam ao acaso e então se a morte precoce não as alcança crescem e ganham força. Embaixo, expandem–se fugindo do sol, enraizando–se no profundo do subterrâneo. Lá, onde está o que não se deve mostrar, nossas fraquezas e medos desformes, nossos defeitos e manias, nossas vergonhas, lá em baixo está a fonte das horas difíceis e medrosas do amor, aquelas que ninguém quer ter e lembrar. Os momentos de deleite do amor são como os galhos que buscam a luz do sol, acima de tudo, do perigo e da desventura para o alto crescem diariamente buscando o calor das boas horas do dia, lá em cima onde se revela o melhor de nós, folhas verdes em forma de sorrisos e afagos. A copa da frondosa arvore é a boa ventura do amor. ''
O Céu no Andar de Baixo
– sei que é como eu, um Pé de Manga Espada, e também é igual a qualquer árvore que conheço. O amor nasce de sementes distraídas que brotam ao acaso e então se a morte precoce não as alcança crescem e ganham força. Embaixo, expandem–se fugindo do sol, enraizando–se no profundo do subterrâneo. Lá, onde está o que não se deve mostrar, nossas fraquezas e medos desformes, nossos defeitos e manias, nossas vergonhas, lá em baixo está a fonte das horas difíceis e medrosas do amor, aquelas que ninguém quer ter e lembrar. Os momentos de deleite do amor são como os galhos que buscam a luz do sol, acima de tudo, do perigo e da desventura para o alto crescem diariamente buscando o calor das boas horas do dia, lá em cima onde se revela o melhor de nós, folhas verdes em forma de sorrisos e afagos. A copa da frondosa arvore é a boa ventura do amor. ''
O Céu no Andar de Baixo