Por vezes é necessário nem
ver. Ela procura isso, mas às vezes nem
dá pra se fazer tudo que quer. Te vejo
numa fotografia e é tão real a lembrança da tua presença, e tão delicada tua
pele, a tua voz escuto perfeitamente. Mas
isso tudo é escolha, e não posso mais me dar ao ridículo de errar ao extremo na
desculpa de ser humana. É uma perda, é
uma escolha. E acho eu que já fiz a minha. Para meu contentamento, ou não, sei
que o tempo é parceiro, vai nos fazer esquecer de algumas coisas,
provavelmente, e o que tiver de ser será, por mais clichê que seja.
Só não deixe que a lembrança ou o
amor, vire um mostro ingrato. Apenas deixe de regar. Pois é o que estou
fazendo. É o que tenho que fazer.
Talvez a culpa seja da pele, da
respiração, necessidades carnais, alguma energia afim. Mas não deu. Às vezes eu
procuro uma explicação exata pra tudo isso, mas assim como explicar e apontar o
que é a vida, as extensões, as curvas que ela nos mostra e nos deixa na escolha
de escolhe – la, também é um desafio. Eu
não quero um desafio tão grande assim, por isso deixo a vida ditar as regras
que ela acha que cabe, e assim eu vou seguindo, com a ajuda do tempo, sem tentar regar algumas
daquelas lembranças, essas vontades, esses recortes momentâneos de uma presença
proibida.
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