9 de dez. de 2013



      Existe em tempos um sertão dentro da gente, e mora nesse sertão pessoas que tem o olhar tão lindos e tristes quanto esse sertão. São olhos lagrimosos, infindos como o horizonte, escuta-se nele uma única música, melodia do vento.


       A gente sente um calor no coração, a gente sente formiga, a gente sente formigas com asas, a gente vê uma casa de cupim.


       Quem é que manda no sertão da gente? Ser tão só, ser tão do coração da gente. Ser tão infinito.


E mesmo que a gente chore, e mesmo que a gente chove, e mesmo que a gente estrela, e mesmo que a gente voe e mesmo que a gente pense e mesmo que fale, e mesmo que a gente queira, é tudo agora. E tudo é tempo.