Existe em tempos um sertão dentro da gente, e mora nesse
sertão pessoas que tem o olhar tão lindos e tristes quanto esse sertão. São
olhos lagrimosos, infindos como o horizonte, escuta-se nele uma única música,
melodia do vento.
A gente sente um calor no coração, a gente sente formiga, a
gente sente formigas com asas, a gente vê uma casa de cupim.
Quem é que manda no sertão da gente? Ser tão só, ser tão do
coração da gente. Ser tão infinito.
E mesmo que a gente chore, e mesmo que a gente chove, e
mesmo que a gente estrela, e mesmo que a gente voe e mesmo que a gente pense e
mesmo que fale, e mesmo que a gente queira, é tudo agora. E tudo é tempo.
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